15/02/09

brincar na areia

O sol brilha, a brisa aparece de vez em quando, relembrando que ainda estamos em fevereiro. O mar, ao longe, ainda com tez de marés vivas, as ondas brancas, umas atrás das outras. Um dia de céu limpo, uma dávida entre as chuvas e o tempo de inverno.
Passeia-se, escolhe-se uma esplanada. A areia teima em entrar dentros dos sapatos, como se a pedir atenção.
Os pais trazem os filhotes, o cão, o saco com os baldes e as pás guardado no armário à espera do início do próximo verão. Ainda com areia do ano passado.
As crianças não querem saber do chapéu, nem da roupa. Tão pouco têm medo da areia nos olhos. Querem correr, brincar. Puxar a cauda ao cão e esperar que ele vá atrás delas.
Constroem-se castelos longe da água, está fria. Ameias altas onde imaginam princesas e princípes, a aguardar o regresso dos seus heróis. Contam histórias a si próprios retiradas das 1000 e 1 noites.
Chamam os pais para correr, saltar, jogar à bola. Eles investem tempo, brincam também com a areia, retornam por momentos às suas memórias de infância. Trazem para o presente as brincadeiras do passado, esperando assim dar continuidade ao legado que lhes deixaram.
As crianças não param. Baterias sem fim, sem necessidade de recarregar. Energia instantânea à base de puro divertimento, sem poluição.

Um dia, eu também vou brincar na areia

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