16/03/09


Hoje o meu pássaro da alma foi passear comigo. A noite está divinal, 20º, uma brisa leve, ideal para caminhar junto ao mar. Faz bem à saúde e à mente. O passo é sempre certo, a direcção também, só a mente pode vaguear, sem limites. A música também está presente, ora calma, ora uma batida mais forte para acompanhar o ritmo. São aqueles momentos em que me desligo de tudo aquilo que me rodeia, e deixo a mente pensar, vaguear. São aqueles momentos em que encontro a paz e sossego suficiente para deixar o meu pássaro da alma bater as asas cá dentro, em que chamo por ele, em que o deixo tomar conta, escolher as gavetas que quer abrir e fechar. Muitas vezes é ele por iniciativa que as abre, mas em muitas das ocasiões, sou eu que não o quer ouvir. E é nestes momentos que posso pensar abertamente, ligar os pontos, compreender as (minhas) atitudes, as dos outros, reflectir nos meus actos, peceber os (meus) sentimentos. Ele (o pássaro) tem uma linguagem simples, transparente. Realmente é só saber (e querer) escutar. O engraçado é que até é simples de perceber, entender, interiorizar. Basta querer.

Hoje o meu pássaro da alma caminhou comigo, lado a lado.

Sempre cá esteve.
Demasiado tempo sem lhe dar atenção.


P.S. Para todos aqueles que não saibam quem é ou onde anda o vosso pássaro da alma, sugiro a ida a uma livraria, secção infantil, e deliciem-se com a simplicidade do livro "Pássaro da Alma" de Michal Snunit. É um bom investimento.

1 comentário:

  1. Uma ida à livraria é sempre uma boa ideia. Atrevidamente deixo outra sugestão: olhem bem para dentro do coração, pode estar por lá o pássaro da alma ou algo parecido

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