Não sabemos o dia de amanhã. Guardamos o que vivemos hoje, ontem e no nosso passado. São histórias após histórias, quase aquele livro que repousou junto à nossa cama enquanto éramos novos (1001 histórias…). Que nos liam para nos adormecer, e que nos faziam sonhar com princesas e príncipes, castelos com ameias altas, fossos intransponíveis. Que em vez de nos dar sono, despertavam a imaginação em viagens intermináveis. Cada página que folheamos neste livro que é a nossa vida, enriquece a nossa cultura, o nosso coração, a nossa sede por viver, um dia a seguir ao outro. Um dia foi o primeiro beijo, roubado com timidez à meia-luz, outro a lágrima escondida atrás das mãos que tapavam a face. O sorriso do primeiro abraço, as mãos entrelaçadas num sentimento de pertença. As primeiras vitórias, as derrotas, a luta constante por um dia melhor. A primeira noite de copos, as trocas de olhares, as conversas de café cheias de filosofia “barata”, os amigos para sempre, as férias pensadas. Somos um livro, com 1001 histórias para contar, para serem descobertas, folheadas, escutadas. Temos gravado na nossa pele o trilho para nos descobrirem, o mapa está à vista. Quem nos lê pode ou não ser despertado para a imaginação de querer descobrir mais. Não há cartão de biblioteca com datas para devolução. E é uma leitura do melhor que há – não se lê, escuta-se.
Escuta quem quer. As nossas histórias.
Escuta quem quer. As nossas histórias.
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