12/09/09

alma de coisas simples

Já não é a primeira vez que falo das coisas simples, dos pequenos gestos. Já tive quem aqui comentasse a dizer que não há coisas simples. Realmente não as há assim "do pé para a mão". Não queiram que tudo vos caia aos pés, já feito, formatado e "prêt a porter". Há que investir, deixar a rotina cair por terra e fazer a diferença. Connosco próprios e com os outros. A diferença somos nós, cada um por si, que a faz. E para tal, muitas vezes é deixar o coração falar, é deixar a fantasia se instalar por breves momentos, é dar asas à imaginação. É sentirmo-nos felizes no que pensamos e queremos fazer - e fazê-lo.

E se pensarem em muitas das vezes em que se sentiram verdadeiramente felizes (e também fizeram alguém feliz), não eram coisas simples?


"Nunca são as coisas mais simples que aparecem quando as esperamos. O que é mais simples, como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se encontra no curso previsível da vida. Porém, se nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos nos empurrou para fora do caminho habitual, então as coisas são outras. Nada do que se espera transforma o que somos se não for isso: um desvio no olhar; ou a mão que se demora no teu ombro, forçando uma aproximação dos lábios."

Nuno Júdice

1 comentário:

  1. Estive estes dias em Mateus a traduzir poetas alemães e franceses. O Nuno Júdice, que organiza as sessões, está doente. Faltou. Um edema na hipófise à espera de operação... sério. Fez muita falta a voz do poeta. Esperemos que recupere.

    alma de leitora da poesia de Nuno Júdice

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