
Há alturas em que observamos os ponteiros e apercebemo-nos que cada segundo, minuto, hora que passa, é mais um momento que passa na nossa vida. Quando damos conta. Outras vezes há em que nem nos apercebemos disso. O tempo passa a correr, dizemos nós. Como areia entre os dedos, foge-nos sem nos dar oportunidade de o agarrar. Aquela velha frase “Ò tempo volta para trás” nunca terá sentido. Não é possível. O que foi, já era. Passado perfeito, a caminho do presente imperfeito.
Com o tempo aprendemos a ser pacientes. Primeiro connosco próprios. Aprendemos que a paciência não tem que ser uma causa para nervosismos, esperanças perdidas ou devaneios. Aprendemos que a paciência pode transformar-se numa qualidade, numa característica, numa mais-valia. Aprendemos que só temos a acrescentar valor na nossa vida em sermos pacientes. Aprendemos que se desenvolvermos paciência connosco próprios, podemos estar melhor com a nossa alma, com a nossa consciência. Podemos conhecermo-nos melhor. Podemos evoluir.Ter paciência, sermos pacientes, também nos ensina a sermos mais calmos com o que nos rodeia. Com as pessoas, com o meio, com as vicissitudes da vida. Aprendemos a contar até 20 em vez de até 10. Aprendemos a tolerar, a respeitar. Aprendemos a sermos melhores para com os outros.(Aprender a) Ser paciente é uma arte. Como qualquer arte requer empenho, imaginação, aperfeiçoamento, dedicação. Investir muitas horas, minutos, segundos. Continuamente. Muito do que sentimos, ansiamos e vivemos pode-nos tornar menos pacientes. Porque muitas vezes não depende de nós. Mas depende de nós sermos pacientes.
Depois de conseguirmos aprender a ser pacientes connosco próprios, sermos pacientes com os outros é também uma forma de respeito.
paciência
s. f.
1. Virtude da pessoa paciente.
2. Sossego com que se espera uma coisa desejada.
3. Perseverança.

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