16/05/11

alma ingrata

A vida é ingrata. É daquelas verdades que só nos apercebemos quando somos confrontados de fronte.
Não que pensemos que nada nos acontece a nós ou àqueles que nos são queridos, mas pelo menos encaramos o dia a dia com uma esperança renovada.
A vida é ingrata, esbofeteia-nos quando menos esperarmos. A nós e a todos aqueles que nos "pertencem" de uma forma ou outra.
Principalmente quando se trata de alguém que ama sempre incondicionalmente, sem tirar nem pôr. Que somente de ouvir a nossa voz ou sentir o nosso cheiro abana a cauda como se do final do mundo se tratasse. Que nos olha com um brilho constante, que nos põe a pata na perna como que compreender a angústia ou a tristeza do momento. Que nos atiça para a brincadeira com um simples abanar da cabeça ou com uma meia roubada do cesto da roupa. Que nos escuta com o focinho aninhado no colo.
Estás connosco hoje, não sei por quanto mais tempo. A medicina alega que já por cá não devias andar, a tua força de vontade caminha em sentido contrário.
A tua cauda continua a mover montanhas.
E continua a mover-me a mim - como sempre e para sempre.

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