18/10/11

alma emigrante

Há cerca de 10 anos atrás deixei o meu país para me aventurar profissionalmente em Angola. Foi quase um ano fora de casa, longe de tudo e todos. Hoje vejo essa minha viagem como uma fuga para a frente, deixando para trás coisas por resolver, conversas por ter. Resolução fácil no momento, díficil de gerir no futuro.

Mas Angola ficou estranhada cá dentro. O país, as pessoas, as vistas, os cheiros, a confusão, o interior lindo de morrer. Quem me conhece sabe o brilhozinho que se avista no meu olhar sempre que falo do país.

Alinhamento das estrelas, destino escrito na palma da mão, alguma alma protectora que me acompanha, hoje, dez anos passados vou regressar a Angola.
Desta vez não vou "fugir para a frente", vou em frente, com o coração e alma cheios de esperança, certo que é uma decisão certa, com pernas para andar, com rede de segurança.

É um projecto a dois, com tudo aquilo que acarreta, com tudo aquilo que tem de bom e de menos bom. Longe de tudo e todos são dois portos de abrigo que se complementam.

Um mais um fazem dois.
Dois fazem um.

A caminho de Angola.

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