13/01/09

arrumar a casa

Hoje por fim arrumei o escritório. Até agora um espaço de paredes nuas, objectos amontoados, sem destino ou lugar certo.
Hoje resolvi dar ordem ao caos. O caos que estava fechado por detrás de uma porta, pronto a ser enfrentado, mas sem dia ou hora marcada.
Móveis para um lado, secretária para outro lado. A melhor disposição, pelo menos por agora. E com a arrumação vêm as caixas, as intermináveis caixas, cheias de pó e papéis. Por hoje foram só algumas, as restantes vêm depois, com mais tempo e luz do dia.
E com as caixas, vêm as memórias do que já lá vai, do que faz parte desta minha alma, tal manta de retalhos, cosida à força por vezes.


São sorrisos que brotam ao ver fotos, quadros, papéis esquecidos no tempo e na memória.
São lágrimas que escorrem na lembrança da dor, da desilusão, do que já lá vai e não retorna.
São agendas de tempos passados que folheio e revivo. Parece que foi ontem e já lá vão dias, meses, anos...
São remendos, acertos, escolhas, decisões.
São lutos difíceis de mortes anunciadas, previstas.

São parte desta alma que vagueia, escondida do luar, que tão bem ilumina esta janela do meu escritório.

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