Comemora-se hoje o dia da mulher. Muito sinceramente não percebo o porquê desta comemoração. Parece que foi necessário instituir um dia para comemorar a existência das mulheres. Ao instituir uma data destas, dá a entender que é necessário recordar a importância das mulheres. Não é preciso.
Celebram-se as mulheres por quem elas são, no dia a dia. Não há mulheres perfeitas (nem homens), é certo. Mas que seria este mundo sem elas?
Fonte de vida, de gestação, muitas delas um poço sem fim de amor e carinho. Cada qual com a sua identidade, crenças e feitios (!). Cada qual com a sua beleza interior e exterior, emanam todas um "je n'ai sais quois" que nos fazem parar na rua, ficar deslumbrados com o que por lá vai dentro.
Quem não gosta de regressar ao abraço carinhoso de uma mulher, sentirmo-nos em casa? Regressar ao carinho do cheiro dos lençóis lavados, que tanto ajudamos a sujar mas que sempre nos esquecemos de ajudar a limpar, às histórias do dia passado, com descrições detalhadas dos sucessos e insucessos, às alterações de humor de um minuto para o outro, como uma granada pronta a explodir, à preocupação constante do que vai acontecer, se..., ao olhar cúmplice de quem nos aprova, ao ninho de amor e cumplicidade de uma relação?
São lindas, esbeltas, (muito) inteligentes. Interessantes, misteriosas, amigas.
Não se celebram num dia, mas num dia a seguir ao outro.
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