O domingo é o dia “(in)gricola” – expressão que ouvi muitas vezes durante a minha infância. É a actividade agrícola “virada” para dentro. Lavrar as terras do sofá, ver as coisas a crescer.
Há quem lhe chame também o “dia da pantufa” – expressão ternurenta porque a palavra pantufa faz lembrar (pelo menos a mim) pijamas de algodão, extremamente confortáveis e que se moldam ao corpo, faz lembrar os lençóis da cama que ficam por fazer, faz lembrar a manta no sofá, faz lembrar que o domingo tem a capacidade de nos fazer esquecer que existem relógios, afazeres, rotinas e tudo aquilo que nos faz tirar do sério durante a semana.
Há quem aguarde o domingo para (re)lembrar o cheiro da naftalina nos armários quando vão buscar aquele fato ou peça de roupa comprada especialmente para o domingo. E usam o domingo para arejar a roupa e passeios intermináveis ao longo das marginais, pai, mãe, irmão, irmã, sobrinha, vizinhos e tudo mais que couber na ilusão do passeio em família. E são hordas de gente todos a rumar às capitais do consumo, ruas sem becos com lojas e lojas e lojas, com entrada gratuita. São as montras a mostrar a última moda, os empregados com cara de tédio, sempre prontos a perguntar “Posso ajudar?” – hipócritas!
E há quem aguarde o domingo como aquele dia do dolce farie niente. O traje obrigatório é o tal pijama de algodão, calçado da última moda – a pantuja que nos aquece os pés. Os passeios são feitos da cama para o sofá, incursões erróneas à cozinha com visitas estratégicas ao frigorífico, quando a fome aperta. O comando da televisão parece um comando de uma consola, tantas vezes são apertados os botões na procura insaciável daquele filme ou daquela série.
É preciso tempo e ainda mais tempo para fazer passar aquele sentimento de culpa que nos invade por realmente não estarmos a ser produtivos – é verdade, acontece! Mas depois de superada essa prova de uma só vez, não há nada que nos faça parar.
É bom, porra!
É bom o dolce farie niente.
Há quem lhe chame também o “dia da pantufa” – expressão ternurenta porque a palavra pantufa faz lembrar (pelo menos a mim) pijamas de algodão, extremamente confortáveis e que se moldam ao corpo, faz lembrar os lençóis da cama que ficam por fazer, faz lembrar a manta no sofá, faz lembrar que o domingo tem a capacidade de nos fazer esquecer que existem relógios, afazeres, rotinas e tudo aquilo que nos faz tirar do sério durante a semana.
Há quem aguarde o domingo para (re)lembrar o cheiro da naftalina nos armários quando vão buscar aquele fato ou peça de roupa comprada especialmente para o domingo. E usam o domingo para arejar a roupa e passeios intermináveis ao longo das marginais, pai, mãe, irmão, irmã, sobrinha, vizinhos e tudo mais que couber na ilusão do passeio em família. E são hordas de gente todos a rumar às capitais do consumo, ruas sem becos com lojas e lojas e lojas, com entrada gratuita. São as montras a mostrar a última moda, os empregados com cara de tédio, sempre prontos a perguntar “Posso ajudar?” – hipócritas!
E há quem aguarde o domingo como aquele dia do dolce farie niente. O traje obrigatório é o tal pijama de algodão, calçado da última moda – a pantuja que nos aquece os pés. Os passeios são feitos da cama para o sofá, incursões erróneas à cozinha com visitas estratégicas ao frigorífico, quando a fome aperta. O comando da televisão parece um comando de uma consola, tantas vezes são apertados os botões na procura insaciável daquele filme ou daquela série.
É preciso tempo e ainda mais tempo para fazer passar aquele sentimento de culpa que nos invade por realmente não estarmos a ser produtivos – é verdade, acontece! Mas depois de superada essa prova de uma só vez, não há nada que nos faça parar.
É bom, porra!
É bom o dolce farie niente.
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