16/08/09

alma de sonho

Não me costumo lembrar do que sonho. Às vezes acordo cansado como se tivesse caminhado longas distâncias. Mas não me recordo por onde andei, o que vi, o que visitei. Outras vezes acordo relaxado, descansado, como que, se sonhei, então devo ter passado por um spa, um retiro, algo assim. E outras vezes há em que não sonhei, não adicionei nada ao meu subconsciente, não vagueei no que por aqui anda fechado, protegido.

Mas uma destas noites sonhei.

E acordei com o meu sonho. Não sei dizer onde, quem, quanto tempo, como. Só sei o quê. Dei comigo a sonhar com um beijo. Mas que beijo – diga-se com justiça! Tão real foi que já acordado ainda movia os lábios, tocando outros lábios imaginários, sentindo o toque. Não era um beijo qualquer, era o Beijo! De uma simplicidade tal, mas de uma sensualidade atroz que arrepiava. Um beijo que envolvia respeito, partilha, desejo, tudo aquilo que ansiamos num beijo. Num beijo que um dia queremos partilhar com alguém.


Não costumo lembrar o que sonho.
Mas este sonho é de recordar.

Sem comentários:

Enviar um comentário