Há dias assim. Em que os nossos níveis de tolerância não estão tão altos como desejamos; altos o suficiente para nos defenderem das ameaças que pairam à nossa volta. Fortes o suficiente que elevam as ameias do nosso castelo, onde nada transpõe.
Há dias assim, em que as nossas defesas fraquejam, os nossos exércitos deitam por terra as espadas, os escudos, as fortificações tão corajosamente construídas.
Há dias em que nem sequer nos reconhecemos. Olhamos ao espelho e observamos uma figura, um estranho, um olhar longínquo.
Recorremos àquela força que está escondida dentro de nós, a última lágrima salgada que nos ajuda a afogar o que nos trai.
Há dias assim. Em que berramos ao mundo e ele não nos ouve, não nos escuta.
Há dias assim, em que parecemos fortes e por dentro tudo respira fraqueza.
Há dias assim.
E nestes dias nada mais importante e rico que pensar que um dia vem de cada vez. E da mesma forma que vem, vai.
E amanhã é mais um dia.
Um dia de cada vez.
Obrigado, amigos.
31/08/09
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