Escrever. Usar as palavras como meio de transmissão do que nos vai cá dentro. Muitas vezes os pensamentos passam-nos na mente e não temos ninguém com quem os partilhar senão connosco próprios. Mas é também neste silêncio pessoal que nos vamos descobrindo, página após página, capítulo após capítulo. Somos ouvintes de nós próprios, damos o entendimento que queremos ao que escutamos dentro de nós. Escutamo-nos talvez como ninguém nos consegue escutar. Mas verdade seja dita que temos que nos escutar a nós próprios para nos conhecer melhor.
Somos uma imensidão de sentimentos, actos, omissões, verdades, valores. Antes de nos “dar-mos” a alguém, temos que ter a capacidade de sabermos quem somos, onde estamos e para onde queremos ir. Como alguém muito querido um dia disse, temos características. Aquilo que nos define, nos adjectiva. Qualidades, boas, outras menos boas. Aquilo que é intrínseco, que é inato, que não é adquirido. A nossa personalidade, os nossos valores, os nossos ideais, aquilo que nos vai definindo ao longo desta vida que é um acrescentar de experiências, de vivências. Realmente somos o que somos, o que fazemos. Tudo aquilo que fazemos fica connosco, define-nos, caracteriza-nos. Desde que acreditemos naquilo que fazemos e dizemos.
Sei quem sou. Sei onde posso melhorar. Sei as minhas qualidades. E sei o caminho a percorrer.
Tenho consciência que o melhor desta vida é vivê-la um dia de cada vez, cimentado naquilo que acredito e que melhor quero para mim. Primeiro eu, depois os outros. Não é uma questão egoísta, é mesmo saber o que é melhor para mim. Se antes pensava primeiro nos outros, hoje penso primeiro em mim, consciente que não é de forma alguma uma forma egoísta de pensar, mas sim uma forma realista.
Tenho consciência do que posso melhorar. Mas sempre que não é de um dia para o outro que mudo a minha forma de fazer as coisas. É um processo. Não sei a duração, sei que demora o seu tempo. Mas é um investimento no futuro. No meu futuro.
Mas não estamos sozinhos neste processo. Somos parte de um mundo, com mais pessoas, mais influências, mais comportamentos, mais alegrias, mais desilusões. Vivemos num mundo que não é só nosso. É de todos aqueles que co-existem connosco.
Tive a felicidade de conhecer alguém que hoje faz parte do meu mundo e, como não podia deixar de ser, faço parte do mundo dela. Mundos diferentes, que se aproximam onde as circunferências se cruzam e criam um mundo partilhado. Mundos diferentes, experiências diferentes, sentimentos diferentes. Um conhecer dia após dia, com conversas profundas, outras vezes mundanas, mas sempre, mas sempre, com um objectivo partilhado: conhecer, descobrir, partilhar.Isto de partilhar, descobrir o que está por debaixo do véu, é um desafio diário, desafiante, encorajador. É um descobrir constante, o virar das páginas uma após a outra, deliciado com a leitura, com o enredo, sempre ansiando que o fim não se aproxime. Aprendi a viver um dia após o outro. Tarefa difícil, para quem gostava de saber o futuro antes de ele acontecer. Mas aprendi.
E o que posso partilhar com todos aqueles que desconfiam do desconhecido, é que é uma experiência surreal, abençoada com as alegrias do momento e com o sentimento de estar, porque amanhã é um novo dia. Aprendi que todos nós podemos ser importantes, sem ter que marcar a diferença, sem ter que tentar ser diferentes. Sermos simplesmente nós já é uma vitória, sem que nos apercebamos disso. Mas custa chegar a este ponto.
Assumo que gosto de fazer a diferença. Mas mais assumo que fazer a diferença só por ser quem sou é um prazer acima de qualquer um. É uma vitória inigualável só saboreada com esta introspecção à qual me dou o prazer de fazer. E quão importante é.
Agradeço a esta pessoa que deixei (e deixou) entrar na minha vida (dela) sem saber como ou porquê. Não será um “deixei”, mas sim um “ir conhecendo”. Não forcei, não indiquei, deixei correr. Aceitei, pensei, correspondi. E muito feliz me sinto por isso. Por muito que tenha a ver comigo, da forma como evoluí enquanto ser humano, não posso deixar de lhe agradecer a forma como me recebeu, entendeu, compreendeu e, acima de tudo, como me deixou perceber o quanto importante é eu ser eu próprio, sem defesas ou malabarismos. Há que reconhecer quando alguém faz a diferença na nossa vida. Quando contribui para o nosso desenvolvimento enquanto Pessoa, Individuo, Ser Humano. Independente do dia amanhã, fica aqui o meu agradecimento público a Alguém que fez (faz) a diferença na minha vida.
Um dia de cada vez, eu sei.
Obrigado, E.
Somos uma imensidão de sentimentos, actos, omissões, verdades, valores. Antes de nos “dar-mos” a alguém, temos que ter a capacidade de sabermos quem somos, onde estamos e para onde queremos ir. Como alguém muito querido um dia disse, temos características. Aquilo que nos define, nos adjectiva. Qualidades, boas, outras menos boas. Aquilo que é intrínseco, que é inato, que não é adquirido. A nossa personalidade, os nossos valores, os nossos ideais, aquilo que nos vai definindo ao longo desta vida que é um acrescentar de experiências, de vivências. Realmente somos o que somos, o que fazemos. Tudo aquilo que fazemos fica connosco, define-nos, caracteriza-nos. Desde que acreditemos naquilo que fazemos e dizemos.
Sei quem sou. Sei onde posso melhorar. Sei as minhas qualidades. E sei o caminho a percorrer.
Tenho consciência que o melhor desta vida é vivê-la um dia de cada vez, cimentado naquilo que acredito e que melhor quero para mim. Primeiro eu, depois os outros. Não é uma questão egoísta, é mesmo saber o que é melhor para mim. Se antes pensava primeiro nos outros, hoje penso primeiro em mim, consciente que não é de forma alguma uma forma egoísta de pensar, mas sim uma forma realista.
Tenho consciência do que posso melhorar. Mas sempre que não é de um dia para o outro que mudo a minha forma de fazer as coisas. É um processo. Não sei a duração, sei que demora o seu tempo. Mas é um investimento no futuro. No meu futuro.
Mas não estamos sozinhos neste processo. Somos parte de um mundo, com mais pessoas, mais influências, mais comportamentos, mais alegrias, mais desilusões. Vivemos num mundo que não é só nosso. É de todos aqueles que co-existem connosco.
Tive a felicidade de conhecer alguém que hoje faz parte do meu mundo e, como não podia deixar de ser, faço parte do mundo dela. Mundos diferentes, que se aproximam onde as circunferências se cruzam e criam um mundo partilhado. Mundos diferentes, experiências diferentes, sentimentos diferentes. Um conhecer dia após dia, com conversas profundas, outras vezes mundanas, mas sempre, mas sempre, com um objectivo partilhado: conhecer, descobrir, partilhar.Isto de partilhar, descobrir o que está por debaixo do véu, é um desafio diário, desafiante, encorajador. É um descobrir constante, o virar das páginas uma após a outra, deliciado com a leitura, com o enredo, sempre ansiando que o fim não se aproxime. Aprendi a viver um dia após o outro. Tarefa difícil, para quem gostava de saber o futuro antes de ele acontecer. Mas aprendi.
E o que posso partilhar com todos aqueles que desconfiam do desconhecido, é que é uma experiência surreal, abençoada com as alegrias do momento e com o sentimento de estar, porque amanhã é um novo dia. Aprendi que todos nós podemos ser importantes, sem ter que marcar a diferença, sem ter que tentar ser diferentes. Sermos simplesmente nós já é uma vitória, sem que nos apercebamos disso. Mas custa chegar a este ponto.
Assumo que gosto de fazer a diferença. Mas mais assumo que fazer a diferença só por ser quem sou é um prazer acima de qualquer um. É uma vitória inigualável só saboreada com esta introspecção à qual me dou o prazer de fazer. E quão importante é.
Agradeço a esta pessoa que deixei (e deixou) entrar na minha vida (dela) sem saber como ou porquê. Não será um “deixei”, mas sim um “ir conhecendo”. Não forcei, não indiquei, deixei correr. Aceitei, pensei, correspondi. E muito feliz me sinto por isso. Por muito que tenha a ver comigo, da forma como evoluí enquanto ser humano, não posso deixar de lhe agradecer a forma como me recebeu, entendeu, compreendeu e, acima de tudo, como me deixou perceber o quanto importante é eu ser eu próprio, sem defesas ou malabarismos. Há que reconhecer quando alguém faz a diferença na nossa vida. Quando contribui para o nosso desenvolvimento enquanto Pessoa, Individuo, Ser Humano. Independente do dia amanhã, fica aqui o meu agradecimento público a Alguém que fez (faz) a diferença na minha vida.
Um dia de cada vez, eu sei.
Obrigado, E.
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